Publicado 22 de maio de 2026
Melhores apps para aprender inglês grátis: comparação honesta por objetivo
Você abre a Play Store, digita “aprender inglês”, e aparecem 50 apps prometendo fluência em três meses. Nenhuma dessas promessas se cumpre, mas alguns desses apps são genuinamente úteis, desde que você saiba para que serve cada um.
Este guia compara os principais apps gratuitos (ou com versão gratuita decente) em uso hoje: Duolingo, Babbel, Busuu, Anki, Clue, LingQ e HelloTalk. Cada um é avaliado pelo que faz bem, pelo que faz mal, pelo perfil de aluno que se beneficia mais, e por quanto custa na prática. Sem ranking forçado, sem app “campeão”. A pergunta certa nunca é “qual é o melhor”, é “qual é o melhor para o que você precisa agora”.
Por que comparar apps em vez de só escolher um
Aluno que baixa cinco apps e mexe em todos por dois dias não aprende nada. Aluno que escolhe um e usa por seis meses, aprende. Mas para escolher esse um, você precisa entender as diferenças, não só o marketing.
Os apps de inglês se dividem em algumas categorias funcionais. Tem app de gamificação por lições (Duolingo, Busuu), que ensina por exercícios curtos e estruturados. Tem app de curso estruturado pago (Babbel), com lições em ordem fixa, pensado para quem prefere caminho linear. Tem app de flashcards com repetição espaçada (Anki), que é ferramenta de memorização pura. Tem app de leitura e listening com tradução (LingQ, Clue), focado em vocabulário a partir de conteúdo real. E tem app de conversa com nativos (HelloTalk), que troca mensagens com falantes nativos.
Cada categoria atende um nível e um objetivo diferente. Misturar apps da mesma categoria é redundante. Misturar apps de categorias diferentes, com propósito, faz sentido.
Para tirar máximo proveito desta comparação, antes de ler, responda três perguntas para si mesmo:
- Qual seu nível aproximado hoje? (A0 zero absoluto, A1-A2 iniciante, B1-B2 intermediário, C1-C2 avançado)
- Qual seu objetivo principal: gramática? vocabulário? listening? conversa? leitura?
- Quanto tempo por dia, realisticamente, você consegue dedicar?
Com essas respostas em mente, a comparação a seguir vira algo prático em vez de teórico.
Duolingo: melhor para começar do zero (e parar antes de virar dependência)
Duolingo é, de longe, o app mais baixado para aprender inglês no mundo. A versão gratuita é genuinamente usável (com anúncios entre lições). A versão paga, Super Duolingo, custa cerca de R$ 50 por mês ou perto de R$ 350 por ano, e tira anúncios e libera tentativas ilimitadas.
O que Duolingo faz bem: introduzir vocabulário básico e estruturas gramaticais simples para quem está em A0 ou A1. O sistema de gamificação (sequência diária, XP, ligas) cria hábito, e hábito é metade da batalha quando você está começando do zero. As primeiras 50 a 100 horas no app, para um aluno que nunca estudou inglês antes, são produtivas: você aprende presente simples, vocabulário de comida, família, transporte, e ganha confiança para construir frases de cinco palavras.
O que Duolingo faz mal: ensinar inglês intermediário ou avançado. A partir de mais ou menos A2, o conteúdo fica repetitivo e descontextualizado. Você ainda traduz “the bear drinks milk” depois de seis meses. As lições não preparam para conversação real, listening real ou leitura real. O app foi otimizado para retenção (te manter abrindo o app), não necessariamente para aprendizado profundo.
Para quem serve: quem está em A0 ou A1 e quer 100% dos primeiros meses gamificados. Para esse perfil, é uma escolha defensável e custo zero. Quem usa Duolingo há mais de seis meses e ainda não consegue ler um artigo simples em inglês, está num platô e deveria mudar de ferramenta, não dobrar a dose.
Veredito: ótimo até A2. A partir daí, é hora de evoluir.
Babbel: melhor curso estruturado pago, se você prefere caminho linear
Babbel não é gratuito. A versão de teste te deixa fazer a primeira lição de cada nível, e depois cobra. Os planos giram em torno de R$ 35 a R$ 50 por mês, com desconto se você assina trimestral, semestral ou anual. Para o leitor que busca “grátis”, Babbel não cabe. Mas vale entender o que ele oferece, porque muitas vezes vale o investimento.
O que Babbel faz bem: estrutura. As lições são organizadas em ordem pedagógica clara, com foco em conversação real. Vocabulário e gramática são apresentados juntos, e os exercícios incluem listening, fala, leitura e escrita. O conteúdo é desenhado por linguistas, e isso aparece na qualidade: as frases são realistas (você não vai aprender “o macaco bebe café”), os contextos são úteis (restaurante, trabalho, viagem), e o progresso de A1 até B2 é gradual e bem planejado.
O que Babbel faz mal: por ser estruturado, é pouco flexível. Se você quer aprender inglês para entender Game of Thrones, Babbel não vai te ajudar diretamente. O conteúdo é genérico-utilitário, não específico-cultural. A versão gratuita é praticamente uma amostra, não dá para sustentar uma rotina sem assinar.
Para quem serve: adulto que quer aprender inglês para trabalho, viagem ou imigração, prefere caminho linear e pago, e tem disciplina para fazer lições estruturadas. Também serve para quem fez Duolingo até o teto e quer subir de A2 para B1 com base sólida.
Veredito: opção sólida e paga, especialmente se Duolingo te frustra pela falta de gramática explícita.
Busuu: combina lições com correção de comunidade
Busuu é mais parecido com Babbel do que com Duolingo, mas com um diferencial: comunidade. Você faz exercícios de escrita ou fala, e nativos da comunidade Busuu corrigem. Em troca, você corrige textos de pessoas aprendendo português. A versão gratuita dá acesso a lições básicas. A premium custa em torno de R$ 30 a R$ 45 por mês, com plano anual mais barato.
O que Busuu faz bem: a parte de comunidade. Receber correção de um falante nativo, mesmo que assíncrona, é raro entre apps. Os exercícios de escrita guiada também são bons, porque te forçam a produzir frase, não só selecionar tradução. O curso é estruturado e tem certificação McGraw-Hill em algum nível, o que dá uma sensação de progresso mensurável.
O que Busuu faz mal: a comunidade depende de quem está conectado quando você posta. Pode demorar horas (ou nunca acontecer) para receber correção. As lições, comparadas com Babbel, são mais simples e menos polidas. E a versão gratuita é bem limitada, mais limitada que a do Duolingo.
Para quem serve: aluno que quer mais correção de produção (escrita e fala) do que os outros apps oferecem, e está disposto a corrigir português dos outros em troca. Bom para A2 e B1.
Veredito: vale testar a parte gratuita, e se a comunidade funcionar para você, considerar pagar.
Anki: o melhor para memorizar vocabulário (mas precisa de paciência)
Anki não é app de “aprender inglês” no sentido tradicional. É um sistema de flashcards com repetição espaçada (spaced repetition system, SRS). Você cria, baixa ou compra decks (conjuntos de flashcards), e o algoritmo decide quando te mostrar cada card de novo para fixar na memória de longo prazo.
A versão para Android, computador e web é completamente gratuita. A versão para iPhone custa cerca de US$ 25, um pagamento único. Sim, parece caro, mas é vitalício e financia o desenvolvimento do app inteiro.
O que Anki faz bem: memorização. Se você cria flashcards do jeito certo (palavra-alvo de um lado, definição em inglês ou exemplo em frase do outro, com áudio se possível), Anki te ajuda a reter milhares de palavras com eficiência incomparável. Decks populares como “4000 Essential English Words” ou “NGSL Top 2800” cobrem o vocabulário de alta frequência do inglês.
O que Anki faz mal: experiência de usuário. A interface é feia, a curva de aprendizado do próprio app é íngreme, e exige autodisciplina para revisar todo dia. Não tem gamificação, não tem progresso visual bonito, não tem comunidade. Você abre, revisa cards, fecha. Para muita gente, isso é maçante demais.
Para quem serve: aluno B1 ou superior que sabe que vocabulário é o que está travando, e tem disciplina para fazer 15 a 30 minutos de revisão diária. Também ótimo como complemento a leitura ou listening (você lê livro, anota palavras novas, joga no Anki).
Veredito: ferramenta poderosa para quem aguenta a interface seca. Não é “app de inglês” sozinho, é peça de uma rotina maior.
Clue: aprender com conteúdo real, com tap-to-translate
Clue é o app que estamos construindo, então é justo declarar viés. Mas é exatamente para te dar uma comparação direta que ele está nesta lista. Funciona em iOS, com versão web em desenvolvimento, e é gratuito (com algumas funcionalidades pagas futuramente, mas a base é grátis).
O que Clue faz bem: transformar conteúdo real em material de estudo. Você cola um artigo, abre um podcast, importa um livro ou um vídeo do YouTube, e qualquer palavra que toque no texto ou no transcript aparece com tradução, definição em inglês, exemplos e classe gramatical. A palavra entra automaticamente numa fila de revisão espaçada, parecido com o que Anki faz, mas sem você precisar criar o flashcard manualmente. A interface é em português, mas o conteúdo é tudo em inglês real, não conteúdo didático adaptado.
O que Clue faz mal: não é para iniciante absoluto. Se você está em A0 ou A1, ainda não consegue ler ou ouvir conteúdo real sem se perder, então o Clue não vai te ajudar. Também não ensina gramática estruturada, não tem curso linear, não tem lições de “complete a frase”. Quem quer caminho organizado de A0 a A1 está no app errado.
Para quem serve: aluno B1 a C1 que já consegue consumir conteúdo em inglês mas trava em vocabulário. Quem assiste a série com legenda e perde 30% das piadas. Quem lê artigo do Vox e abre o Google Tradutor a cada parágrafo. Para esse perfil, o tap-to-translate dentro do conteúdo que você já está consumindo é a diferença entre estudar e desistir.
Veredito: nicho específico, mas se você está nesse nicho, é a forma mais natural de continuar progredindo.
LingQ: parecido com Clue, mas voltado a quem gosta de marcar tudo
LingQ é o app mais próximo do Clue em conceito. Foi criado por Steve Kaufmann, poliglota canadense conhecido por defender o método “input compreensível” baseado em Stephen Krashen. O app tem versão gratuita limitada (cerca de 20 “LingQs”, que são palavras marcadas) e versão paga que custa cerca de US$ 13 por mês (perto de R$ 70).
O que LingQ faz bem: biblioteca enorme de conteúdo já preparado, em vários níveis. Tem áudios, transcripts, artigos, livros. Você lê ou escuta, clica em palavras desconhecidas, e elas viram “LingQs” amarelinhos (status: aprendendo) que vão clareando à medida que você as encontra mais vezes. O sistema é parecido com o do Clue, mas mais antigo e mais consolidado.
O que LingQ faz mal: interface que envelheceu. O design é dos anos 2010 e parece ter ficado parado no tempo. A versão gratuita é severamente limitada, então na prática, para usar de verdade, você paga. E o sistema de “status de palavra” (de 1 a 4, mais “known”) é confuso no começo.
Para quem serve: aluno B1 a C1 que gosta de marcar manualmente cada palavra e ver progresso visual de “status”. Especialmente quem já tentou Clue ou outros apps e achou que faltava bibliotecas de conteúdo pronto.
Veredito: opção sólida para quem está disposto a pagar e topa a interface antiquada. Mais limitado na versão gratuita.
HelloTalk: para treinar conversa com nativos
HelloTalk é diferente de todos os outros desta lista. Não tem lições, não tem flashcards, não tem conteúdo curado. Tem gente. Você cria perfil dizendo que fala português e está aprendendo inglês, encontra pessoas que falam inglês e estão aprendendo português, e troca mensagens, áudios ou chamadas. A versão gratuita é funcional. A premium, em torno de US$ 7 por mês, libera tradução ilimitada e correções avançadas.
O que HelloTalk faz bem: conversa real. Você pratica escrita e fala com pessoas reais, em troca de ajudar elas com português. Tem ferramentas integradas para corrigir mensagens, traduzir, transcrever áudio. Os usuários são, em geral, bem dispostos. Funciona para qualquer nível que já produza alguma coisa, desde A2 simples.
O que HelloTalk faz mal: depende da contraparte. Algumas pessoas usam para namoro disfarçado de prática de idioma, o que pode ser cansativo, especialmente para mulheres. A correção de mensagens é informal, então você não tem garantia de que o nativo que está te corrigindo sabe explicar a regra. E não substitui aprendizado estruturado, é só prática.
Para quem serve: aluno A2 ou superior que quer treinar conversa e produção, e topa a dinâmica de troca cultural. Excelente complemento, mau substituto.
Veredito: vale como complemento, não como app principal.
Outras opções que aparecem em listas
Vale uma menção rápida a outros apps que aparecem em comparações populares no Brasil.
- Mondly: parecido com Babbel, com foco em vocabulário e frases prontas. Tem versão gratuita limitada. Não tem nada que Babbel ou Duolingo não façam melhor.
- Memrise: misto de flashcards e vídeos de nativos. Bom para vocabulário, mas o suporte ao português brasileiro tem ficado mais fraco nos últimos anos.
- Cake: app coreano que ensina inglês através de clipes curtos de vídeos populares. Útil para listening conversacional, especialmente expressões idiomáticas.
- BBC Learning English: site e app gratuitos da BBC, com lições e podcasts em vários níveis. Não é “app” no sentido moderno, mas o conteúdo é de altíssima qualidade.
- Ewa: app russo com foco em vocabulário através de filmes e livros. Interface bonita, mas a versão gratuita é muito limitada e a paga é cara para o que entrega.
- Falou: app brasileiro que aparece nos primeiros resultados das lojas. Foco em frases prontas e gamificação. Útil para A1, parecido com Duolingo.
- Preply: não é app de autoestudo, é marketplace de professores particulares online. Vale citar porque aparece em comparações, mas o modelo é diferente: você paga por aula com humano.
- Cambly: parecido com Preply, mas com pacote de minutos com tutores nativos. Bom para conversação, mas caro.
Erros comuns ao escolher app de inglês
Cinco erros se repetem. Vale evitar.
Erro 1: baixar cinco apps e usar todos por uma semana. O cérebro não escala assim. Escolha um app principal, talvez um complemento, e use por pelo menos um mês antes de avaliar.
Erro 2: ignorar o seu nível ao escolher. Aluno B1 baixando Duolingo perde tempo. Aluno A0 baixando Clue se frustra. Cada app tem um nível-alvo. Respeite.
Erro 3: medir progresso por XP do app. XP de Duolingo, streak de 365 dias, “King” da liga: nada disso significa que você está aprendendo. A medida real é: consigo ler um artigo do Guardian hoje que não conseguia ler há três meses? consigo entender um podcast sem pausar a cada frase?
Erro 4: pagar premium antes de provar a versão gratuita. Quase todo app tem trial. Use 14 dias do free, veja se realmente abre o app diariamente, depois decida sobre o pago.
Erro 5: confundir app com método. App é ferramenta. Método é o que você faz com a ferramenta. Cinco minutos por dia de qualquer app, por seis meses, gera mais resultado do que três horas num domingo por mês.
Quando usar o quê: combinações práticas
Em vez de “qual o melhor”, vai aqui combinações que funcionam por perfil.
Perfil: começando do zero (A0-A1). Use Duolingo como app principal, 15 minutos por dia. Complemente com vídeos da BBC Learning English Beginner. Quando completar uma trilha de Duolingo ou perceber que está em A2, troque de ferramenta. Não fique mais de seis meses só em Duolingo.
Perfil: pré-intermediário querendo organizar a base (A2-B1). Use Babbel ou Busuu como app principal, com lições estruturadas. Complemente com HelloTalk para treinar produção. Considere começar a ler graded readers (livros simplificados) em paralelo.
Perfil: intermediário travado em vocabulário (B1-B2). Use Clue ou LingQ para vocabulário a partir de conteúdo real. Complemente com Anki se você gosta de revisão espaçada manual, ou deixe o próprio Clue cuidar da revisão. Comece a consumir podcasts e séries em inglês com legenda em inglês.
Perfil: intermediário-avançado querendo refinar (B2-C1). Clue ou LingQ para vocabulário avançado e expressões idiomáticas. HelloTalk para conversa. Aulas pontuais no Preply ou Cambly para receber correção humana sobre escrita ou fala. Leitura de literatura no nível.
Perfil: avançado preparando exame (C1-C2 com objetivo IELTS/TOEFL). Apps gerais ficam menos úteis. Aqui o caminho é material específico de exame (livros oficiais), prática de provas antigas, e aulas com professor especializado. Os apps desta lista entram como manutenção, não como preparação.
Perfil: quer só conversar em viagem. HelloTalk para conversa assíncrona, Babbel ou Mondly para frases prontas de turismo. Não dependa de Duolingo, ele não te prepara para o ritmo de uma conversa real.
Sobre o Clue, com transparência
Como dito antes, o Clue é o app que estamos construindo. Ele aparece nesta lista não porque seja “o melhor”, mas porque preenche um nicho específico: aluno entre B1 e C1 que quer continuar aprendendo a partir do conteúdo que já consome, sem trocar entre cinco abas (dicionário, podcast, app de flashcard).
Se você está nesse perfil, vale testar. Se está em A0-A1, comece com Duolingo ou Babbel primeiro e volte ao Clue daqui a uns meses. Se já é fluente, o Clue ainda pode ajudar com vocabulário avançado, mas você provavelmente não precisa de app nenhum, só de mais consumo de mídia.
O app é gratuito no iOS, sem cadeado em funcionalidade essencial, com interface em português. O conteúdo a estudar (podcasts, livros, vídeos, artigos) é tudo em inglês real, sem versão didática. Para quem está cansado de “the cat is on the table” depois de três anos de app, é uma mudança de ar.
Perguntas frequentes
Qual o melhor app gratuito para aprender inglês do zero?
Para iniciante absoluto (A0), Duolingo é a escolha mais segura. A versão gratuita é funcional, a gamificação ajuda a criar hábito, e o conteúdo cobre bem os primeiros meses. Quando chegar em A2, troque para algo com mais profundidade (Babbel, Busuu ou conteúdo real via Clue).
Duolingo realmente ensina inglês?
Até um certo ponto, sim. Duolingo ensina vocabulário básico, estruturas simples e cria hábito de estudo. O problema é que muita gente fica anos no Duolingo achando que está progredindo, quando na verdade está em platô desde o mês quatro. Como ferramenta de início, vale. Como ferramenta única para chegar em B2, não.
Anki é melhor que outros apps de flashcard?
Sim, em eficiência de memorização. Anki tem o algoritmo de repetição espaçada mais maduro do mercado, e dá controle total ao usuário. A desvantagem é interface seca e curva de aprendizado. Se você quer flashcard sem complicação, Quizlet é mais amigável. Para SRS sério, Anki ganha.
Apps de conversa com nativos realmente funcionam?
Funcionam para prática, não para correção sistemática. HelloTalk e Tandem te conectam com gente real, e isso é útil para destravar a fala e absorver expressões cotidianas. Mas nativo comum não é professor, então não espere explicação de regra gramatical. Use como complemento.
Pago ou gratuito, qual vale mais a pena?
Depende do app. Duolingo gratuito é bom (a versão paga tira anúncios, principalmente). Babbel exige pagar para usar de verdade. Anki gratuito no Android é completo. Clue gratuito é completo na maior parte das funções. A regra prática: use 14 dias do free, veja se você abre o app diariamente, e só aí avalie pagar.
Quanto tempo por dia é suficiente?
Para a maioria das pessoas, 20 a 30 minutos por dia, todo dia, gera resultado consistente. Mais que isso, ótimo, mas não é necessário. Menos que isso, ainda vale, contanto que seja regular. Sessão longa de fim de semana, sozinha, não substitui consistência diária.
Posso aprender inglês só com app, sem aula?
Pode chegar em B1 ou B2 confortável só com apps, leitura e listening, se for disciplinado. Para C1 e C2, geralmente entra alguma forma de produção corrigida (HelloTalk, professor particular, intercâmbio). E para conversação fluida, em algum momento você precisa conversar com gente, presencial ou online. App ajuda, mas não substitui interação.
Para fechar
Não existe “melhor app para aprender inglês”. Existe o melhor app para o seu nível, seu objetivo, sua disponibilidade e seu estilo. Duolingo é ótimo para começar e ruim para passar de A2. Babbel é estruturado e pago. Anki é o melhor para memorizar vocabulário, mas exige paciência com a interface. Clue e LingQ ajudam quem já consome conteúdo em inglês e quer transformar isso em estudo. HelloTalk te dá conversa, mas não te dá correção sistemática.
A pergunta certa, depois de ler tudo isso, não é “qual app eu baixo agora”, é “o que eu quero conseguir fazer em inglês daqui a três meses”. Defina isso, escolha uma ou duas ferramentas que servem para chegar lá, e use com regularidade. O app é o cabo de uma ferramenta. Quem trabalha é você.
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